terça-feira, 16 de setembro de 2008

Comida

Hipócrates, o pai da medicina, disse que "o homem é o que ele come". Partindo desse pressuposto, podemos afirmar que "uma família é o que ela come". As características comuns e as semelhanças físicas são resultado do cardápio que se repete. As pessoas vão ficando com a cara dos alimentos que consomem. Isso é visível ao longo da história da humanidade, é só fazermos uma análise cuidadosa dos povos e seus costumes.
Os orientais são amarelos porque, como todos sabem, a comida básica deles é o milho. Os indígenas norte-americanos têm a pele avermelhada por causa do exagerado consumo de tomates. Os africanos não eram tão escuros, ficaram assim na época da escravidão no Brasil, quando eram obrigados a comer feijoada todo dia. Os europeus são totalmente desbotados por culpa do pão francês (vulgo, cacetinho) e do arroz branco, que foi trazido da China. Uma sonda espacial da NASA descobriu recentemente em Marte imensas plantações de brócolis, o que explica a coloração esverdeada dos marcianos. E por aí vai...
A comida realmente deixa marcas para sempre, especialmente o que se come na infância. É uma grande ironia, talvez uma praga dos deuses da culinária: a gente cresce, conhece o mundo, janta nos melhores restaurantes , mas não consegue esquecer "aquela arroz e feijão da avó". Certos sabores ficam gravados e condicionam nosso paladar pelo resto da vida. Dizem que o homem escolhe a mulher para casar com a perspectiva de que ela possa imitar razoavelmente as receitas de sua mãe, o que é extremamente insatisfatório para as mulheres, que odeiam a cozinha...
A riqueza do mundo, hoje, não é mais medida pela quantidade de ouro acumulado. São números de pulsos eletrônicos, fluxos bancários, e outros parâmetros cada vez mais visíveis. Dizem que, num futuro próximo, o verdadeiro poder será de quem tiver mais informação. Sei não, eu apostaria nesse enorme potencial das receitas da culinária caseira. É um investimento seguro, barato (só precisa de um lápis e um caderno) e com a possibilidade de produzir um arsenal de armas químicas...
Pode ser que as minhas previsões não se confirmem e tudo isso não passe de devaneios. De qualquer forma, aconteça o que acontecer, fome eu não passo.


(comentando sobre a prova de hoje, conheci a professora de cirúrgica, e nem pergunta se eu gostei dela)

2 comentários:

Aline disse...

talvez a comida não seja a complexidade que se aplica a ela, e sim a vontade que temos de saboreá-la, se é que tu me entende.

K. Bittencourt disse...

Guria!

QUE saudade!!
Beijos. :)
Vai no pdb hooje ;)